domingo, 15 de fevereiro de 2009

Depois do voto de censura, quem queremos?

Os leitores deste blogue censuraram maioritariamente (73%), no inquérito que efectuámos, a actuação da equipa que presidiu aos destinos do nosso Município. Num universo de 102 votantes, 7% consideraram muito boa a actuação dos autarcas dirigentes, 11% boa e 7% avaliaram-na assim-assim.
Temos a noção de que não se trata de um inquérito científico e que, por isso, não é possível tirar conclusões precipitadas. Mas é um indicador de que os lajenses não estão satisfeitos com a gestão municipal.
Em face desta situação e dos recentes resultados eleitorais, resta saber quem vão ser os candidatos das forças políticas, nomeadamente do PSD e do PS e que projectos credíveis e com impacto no presente e no futuro vão apresentar ao eleitorado.
É tempo de começar a pensar nos protagonistas que, dentro de meses, vão aparecer à nossa porta, pedindo que acreditemos nas suas propostas e apelando ao voto.
Como eles não caem do céu, vamos antecipar-nos sabendo qual a preferência dos nossos leitores.
Participe no inquérito, ao lado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A Maré tá seca

Uma vez mais a zona balnear das Lajes (Maré) não beneficiará de qualquer remodelação.
Já não se esperava, nem se aceitaria que ali se fizesse uma estrutura em cimento, como aconteceu noutros locais. A natureza encarregou-se de, ao longo dos séculos, fazer uma lagoa resguardada, tão do agrado de centena de residentes e forasteiros, com água do mar, constantemente renovada.
Esperava-se, porém, que se facilitasse os acessos ao local, de forma segura quer para as crianças quer para os idosos que ali procuram alívio para as suas maleitas.
Um acesso pedonal junto ao muro e um WC (quarto de banho) amovível de apoio é quanto basta para que a zona balnear da Maré, que tão bem classificada tem sido nas análises às águas, continue a ser um excelente local de lazer, durante o período estival.
A Câmara, todavia, concedeu 35 mil euros para a construção de uma poça no Calhau da Piedade, cuja salubridade das águas, deixa muito a desejar, pois não há circulação constante de água!!!
Mas é assim.
A quanto obrigam as negociatas políticas!...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

GOVERNAR ASSIM, NÃO!

O Executivo camarário, decididamente, não morre de amores pelo chamado Governo Electrónico. No site do Município, só as actividades da Culturpico (EM) aproveitam as vantagens das TIC, como já referimos.
Numa atitude saudável de cidadania, mesmo que habitualmente contestemos a gestão municipal, fomos à procura dos projectos para 2009, recentemente anunciados pelos jornais picoenses. Mas não os encontrámos. Descobrimos sim, um plano plurianual elaborado em 2007 e esse documento revelou-nos como é gerido o nosso concelho: NÃO SE CUMPRE PRAZOS DE EXECUÇÃO DOS PROJECTOS. Quando assim é, e salvo justificação plausível, pergunta-se: Que foi feito das verbas orçamentadas? Para onde foram desviadas? Será que as obras e empreitadas excederam largamente os orçamentos dos concursos? Será que essas verbas serviram, por isso, para pagar esses excessos?
Mas vamos a factos:
No referido documento que pode analisar aqui há obras que não passaram do papel. Por exemplo: a construção e beneficiação da Junta de Freguesia da Piedade (197 mil euros) e a Beneficiação e ampliação da Escola Básica da mesma freguesia (851 mil), ambas com conclusões previstas para 2008; nem lançada foi a primeira pedra!
Para 2008 previu-se a eleboração de Planos de pormenor em todas as freguesias (575 mil e uros )mas da sua conclusão os eleitores nada sabem!
Do Jardim Público das Lajes, que deveria estar concluído já no passado ano (265 mil), do Passeio Marítimo (Dez de 2007), do Ginásio de Santa Catarina prevista a conclusão em Dez 2007 (325 mil), nada disto se iniciou. O mesmo sucedeu com a requalificação das Ruas do Castelo e da Fábrica da Baleia. Isto para já não falar do Mercado Municipal (conclusão da obra Dez de 2008) cuja localização desconhecem os lajenses onde será, ou do projecto de construção de infra-estruturas da nova zona industrial (Dez 2007).
E não pormenorizámos outras obras previstas para as 6 freguesias do concelho.
São muitos projectos atrasados ou abandonados sem justificação atempada e plausível. Que se passou? Por que foram atrasadas as obras? Dificuldades de tesouraria, dídivas antigas? Então por que não se diz a verdade? Quem e o quê se pretende esconder?
A Democracia é, antes de mais participação e exercício da cidadania e o poder que a suporta é sempre transitório e delegado.
De contrário os responsáveis políticos locais e regionais, agindo e decidindo pela calada ou encobrindo incompetências e irresponsabilidades, estão a promover regimes autocráticos e autoritários. E esses dispensamos bem pois só trouxeram o atraso, a debandada, a censura e a negação das liberdades.
Neste ano de eleições que os eleitos respondam pelos seus actos e os eleitores os premeiem ou penalizem no seu voto!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal Feliz


Lepramecoma se eu não mandava Boas Festas aos meus leitores.
Que continuemos a zelar por aquilo que é nosso e pelo lugar que nos viu nascer e nos dá vida.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Sobre a entrada da Vila

As obras de requalificação e reordenamento da entrada da Vila, não merecem o apoio da população.
O projecto, como está, pareceu pretender dizer que: por aqui é a estrada regional, em recta e sem contornos ou desvios e para ali fica a Vila. Nem a zona ajardinada me parece ter qualquer sentido, até porque, junto ao mar, é difícil mantê-la florida e arranjada.
É pena que estes projectos sejam apenas concepção de um técnico e não sejam, previamente mais discutidos e apreciados. E hoje até há equipamentos multi-média que permitem uma animação dos projectos e uma aceitação ou não das populações que, diariamente, vão conviver com esses benefícios.
Pelos vistos, esta requalificação complicou as vias e não trouxe nem beleza nem melhorias!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Então...e o Hiper?

Após o desabamento do tecto da superficie comercial em construção alguém da administração se apressou a informar que, apesar de tudo, dentro de meses, o Hiper estaria de portas abertas.
Passaram meses, um ano e estamos a chegar ao Natal e...nada! Nem o tecto está concluído, nem o espaço está fechado e pronto a receber estantes e mercadoria. Infelizmente!
O pior de tudo, não é a abertura do novo espaço é a falta de concorrência.
O único comércio concorrente aos dois pequenos espaços do Ancora Parque, Lda, fica a cerca de 20 kms, na Piedade, ou no Cais do Pico, ou a 36 kms, na Madalena.
Não haverá nenhuma empresa do ramo interessada em instalar-se nas Lajes, mesmo que seja uma sucursal da Piedade ou da Madalena?
Espaço existe que, outrora, pertenceu ao principal complexo comercial da Ilha.
Outros tempos, outros empresários de que as Lajes tanto carece...

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Do Lajense e do (mau) acesso ao campo de jogos

Os acessos ao novo campo de futebol das Lajes deixam muito a desejar e a chuva vai encarregar-se de transformá-los em ribeira se não for executada a respectiva asfaltagem.(foto do Ilha Maior)

Ou será que a autarquia está à espera da conclusão do mal fadado Hiper para construir os acessos às duas importantes infraestruturas? (E porque é que tem de ser a autarquia a fazer os acessos ao Hiper?)

Já agora pergunta-se: Com o novo recinto desportivo já não há desculpa dos dirigentes e atletas do Lajense para justificar as derrotas expressivas da Briosa. Quando voltarão as tardes de glória da equipa desta terra em cujo historial estão participações interessantes em competições regionais e nacionais?

Já é tempo de dar alegrias aos sócios e adeptos!