quinta-feira, 24 de abril de 2008

Há 34 anos renasceu a LIBERDADE

A Liberdade ressuscitou há 34 anos, numa manhã de Abril, quando muitos dormiam, sossegados sobre a ordem imposta por um poder discricionário e ditatorial.

Houve quem partiu para o outro lado do mar em busca de mais pão e desafogo e quando lá chegou, deparou-se com novos dinamismos de participação cívica que nunca havera visto nem conhecido.

Os que ficaram, passados alguns dias, bateram palmas e assumiram, não sem algumas convulsões, os seus direitos políticos, até então desconhecidos. Sentiram-se pessoas participantes e tomaram nas próprias mãos os destinos da sua terra.

Nem tudo foram cravos, nem tudo foram rosas, mas Abril trouxe uma visão diferente do mundo, gerou espectativas novas que não podem ser defraudadas, sob pena da descrença na liberdade, na justiça e sobretudo no Estado de Direito Democrático.

Ao longo destes anos, tem havido exemplos de que a autocracia (poder individual) se sobrepôs à democracia (poder do povo); há governantes de todas as latitudes que assumem os votos e as vitórias para fazerem o que bem entendem, invocando o cumprimento de discutíveis promessas eleitorais. Esquecem-se que tem o poder delegado, temporariamente, pelo povo e que não são donos das cadeiras e benesses do poder.

Neste 25 de Abril, impõe-se recordar as utopias de uma sociedade mais justa e fraterna, pois há ainda quem não entenda as consequências da democracia e da liberdade, na vida e no destino do nosso povo!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Um bom exemplo de recuperação urbana

O Largo General Lacerda Machado ficou muito mais valorizado com a recuperação das casas antigas. O imóvel pertencente ao Francisco (Pinchão), após alguns anos ter andado de gabinete em gabinete, foi, finalmente, reconstruído como o pretendiam os seus proprietários.
É um bom exemplo que nos apraz relevar, pois, daqui a uns anos, provavelmente, não haverá dinheiro para recuperar a arquitectura antiga que nas Lajes ainda existe.
Ficou valorizada a Vila.


O nosso aplauso aos donos do edifício que constituem bom exemplo para outros proprietários de imóveis que permanecem ao abandono nesta mesma rua e não há quem altere a situação.
Por quanto tempo mais?

terça-feira, 11 de março de 2008

Tirar proveito das nossas apetências


Foi anunciado o óbvio: o Pico está vocacionado para a observação de baleias e golfinhos.
A actividade deu os primeiros passos nas Lajes, logo após o fim da caça à baleia e, naturalmente encontrou alguma resistência dos baleeiros.
Hoje o whale-watching é uma actividade de importância crescente no Pico, no Faial e até em São Miguel, se bem que a costa Sul da Ilha do Pico acolha a maioria dos mamíferos marinhos que passam pelos Açores.

As Lajes dispõem já de alguns equipamentos relacionados com a baleação: o Museu dos Baleeiros - o mais visitado do Arquipélago, em fase de ampliação - a Fábrica da Baleia da Sibil, recuperada, as Casas dos botes, os botes e lanchas baleeiros e andam por aí, ainda, antigos baleeiros que, poderiam reconstituir e recriar a saga da baleação, se os agentes económicos e culturais soubessem aproveitar as suas estórias de vida.
Não faltam, portanto, equipamentos e protagonistas para darem a conhecer o que foi a actividade baleeira até à década de 80.

Falta inciativa, dinamismo e convicção para desenvolver mais e melhor o ovo de colombo que, apesar de tudo, nos veio parar às mãos.

Vamos ser capazes de aproveitar esta oportunidade. O tempo não pára e os visitantes estão quase aí e podem trazer-nos mais riqueza.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O novo campo de futebol das Lajes

Oxalá que agora não haja desculpas para melhorar o nível da prática do nosso futebol e que este recinto seja total e diariamente aproveitado, quer pelas camadas jovens dos iniciados aos séniores e até pelos "solteiros e casados".


Lajense - 1, Prainha do Norte - 1, encontro disputado, no dia 24 de Fevereiro, para o Campeonato Faial-Pico, após a inauguração do Campo de Futebol das Lajes.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Inauguração do Novo Campo de Futebol das Lajes

O novo campo de futebol das Lajes do Pico vai ser inaugurado no próximo domingo, 24 de Fevereiro.
A estrtutura é constituído por uma tribuna, bancada para cerca de 700 lugares sentados e recinto com cobertura sintética, dimensionado para a prática do futebol.
Fica situado junto ao Monte de Santa Catarina, junto ao Quartel de Bombeiros Voluntários e ao futuro Centro Comercial das Lajes, em fase de construção.
Julga-se que por debaixo da estrutura da bancada, possam vir a ser construídas instalações destinadas à manutenção e ginástica, cuja falta se faz sentir na Vila.
O acto inaugural terá lugar ao princípoio da tarde, seguindo-se o encontro de futebol do Campeonato Faial/Pico entre o C.D.Lajense e a turma da Prainha do Norte.
Espera-se que com estas novas instalações, o Lajense, que há 6 anos treina longe de casa, retome a senda das vitórias e encete uma nova etapa honrando o seu longo historial.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

A nova face da Vila

A nova muralha de defesa da Vila, vaio mudar completamente o visual da baía. O mesmo acontecerá após a conclusão do porto de recreio, que se prevê para meados do corrente ano.
Será que já se está a preparar as Lajes para usufruir economicamente destas duas importantíssimas infraestruturas, complementares do Museu dos Baleeiros, também ele em fase adiantada de ampliação, como se vê na foto?


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Turismo na neve, para quando?

Neste inverno chuvoso, surgem uns dias, como hoje, que nos levam o sonho para o além, que cobre a montanha de neve, alva e pura como o ar que respiramos.

Noutras paragens, as montanhas geladas alimentam a economia dos tempos livres atraindo turistas.
Aqui, a visão do futuro abarca essa e outras perspectivas de desenvolvimento que, todavia, tardam em chegar.



Neste triângulo, que cada vez mais se centra na Ilha Montanha, há que mudar as mentalidades dos decisores para que se altere estratégias políticas e económicas. De contrário, está-se a confinar o desenvolvimento a uma pequena parcela e a impedir que outras tão ou mais capazes se valorizem e cresçam.

Será que ainda não entendemos que os Açores só crescerão como arquipélago se desenvolverem o todo - conjunto de todas as partes (ilhas)?