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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Troca de sementes

Ontem foi exibido nas Lajes um documentário de uma organização australiana visando a preservação das variedades locais de plantas úteis. No próximo domingo no largo do S.João Pequenino realiza-se uma feira destinada à troca de sementes, plantio e estacas.
Este importante evento poderá contribuir muito para a propagação e preservação da nossa flora endémica.
Na verdade, quer na vila, quer no concelho em geral, a maioria das árvores que cresce nas bermas das estradas, limita-se ao plátano, cujo pólen traz graves consequências para muita gente, o metrosídero, algumas criptomérias e poucos pinheiros. O resto são plantas que crescem mais por influência das aves e do vento que por mão do homem. Até as rosas desapareceram das estradas!...
As nossas plantas e arbustos endémicos deveriam ser mais protegidos e acarinhados pelas entidades públicas e privadas. Agora parece estar na moda plantar palmeiras nos jardins públicos e particulares, como se se tratasse de uma árvore de origem açoriana...Não estamos em clima tropical. Ainda!...
Temos de apostar no que é nosso. Os parques naturais de que agora tanto se fala, devem, sobretudo, incentivar a nossa fauna e flora e educar as pessoas para a plantação dessas espécies.
Por isso, se tem sementes de plantas endémicas, vá à feira e troque-as. Verá que o seu jardim passará a ser mais apreciado por quem nos visita.
Assim o Pico será mais Pico e o concelho mais lajense.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Igreja do Pico "a quatro velocidades"?

Li há dias, nO DEVER uma opinião de Paulo Silva, que presumo tratar-se do Director do Jornal e pároco "in solidum" das paróquias da Piedade, Calheta, Ribeiras, Sta Bárbara, Lajes e Silveira . Reza assim:
"O Pico no que respeita à vivência da fé anda a quatro velocidades: a Zona da Madalena fervorosa mas muito tradicionalista, São Roque um pouco apática, Lajes muito morta e a Ponta da Ilha isolada como se de um microclima se tratasse."

Mais adiante, o referido articulista acrescenta: " O Pico é uma ilha e infelizmente tem três concelhos que vivem do egoismo e de bairrismos infantís que impedem o nosso desenvolvimento."

Quem acusa "saudosistas, carreiristas e aristocratas decadentes que ignoram o Evangelho" mas reconhece que " o Pico é uma ilha, uma unidade, uma Igreja e não uma manta de retalhos como alguns pobres de espírito, teimam em defender", revela não ter capacidade para conhecer e aceitar as diferenças, falta de diálogo pastoral, desconhecimento da história e da cultura local e distanciamento relativamente ao fenómeno sócio-religioso.
Antes de estampar estas reflexões descontextualizadas e desconexas no semanário da paróquia das Lajes do Pico, Paulo Silva deveria ter partilhado o que pensa com os leigos e organismos da sua Zona pastoral. Certamente, desse diálogo que parece não ter existido, teria resultado uma visão mais compreensiva sobre práticas e vivências religiosas que se devem também, e sobretudo, imputar ao clero de que ele faz parte. O seu escrito contradiz, portanto, a alegada "Unidade Eclesial".
A Igreja de Jesus Cristo, é a Igreja Povo de Deus, não a igreja hierárquica. Os sacerdotes estão ao serviço da construção da(s) comunidade(s) e não devem arvorar-se em proeminentes sábios e juízes como na época constantiniana e feudal.
Transformar o clero em casta "sagrada", em senhores da verdade absoluta, tribo intocável e autoritária, é um contra-testemunho para os simples fiéis, discípulos da Igreja e da mensagem de salvação que seus pais lhes legaram.
Este respeito para com os crentes, deve presidir sempre a quaisquer julgamentos que se façam sobre a fé de cada um.
Até porque "só Deus conhece o interior de cada homem ou mulher".

(Deixo para outra ocasião a reflexão de P.S. sobre a função pastoral do Santuário do Bom Jesus, e a pastoral paroquial.)

sábado, 6 de março de 2010

Sobre os navios ferries e seus horários


Foram já anunciados os nomes dos navios ferries que ligarão as ilhas de Maio a Outubro.
O primeiro é o grego Santorini, já nosso conhecido de alguns anos.
Apesar da sua idade, possui camarotes confortáveis e uma velocidade que, não sendo muito boa, adequa-se às de outros navios no género.
Curiosamente não tem dado muitas arrelias, sempre desconfortáveis para quem as férias são sempre pouco tempo.
Permite deslocações mais demoradas às Flores e ao Corvo e tem acomodações condignas.
E depois há sempre quem prefira viajar de barco, para desfrutar de maravilhosas paisagens como esta, entre São Jorge e Pico, num fim de tarde de Julho.
O segundo barco é o antigo Viking, cuja velocidade faz inveja aos ferries que já passaram por estas águas açorianas.
Agora ao serviço de um armador grego, o Speed Runner III, vestiu-se de branco para viajar nas ilhas gregas do Mar Egeu.
Volta aos Açores, para andar depressa.
Resta saber se os horários da Atlanticoline, que já deviam ser conhecidos, estão prontos e se ajustam aos passageiros que fazem viagens mais longas.
Ou será que quem vai do Pico para São Miguel e vice-versa, tem de pernoitar na Terceira?
Se assim fôr, está-se a beneficiar a Terceira e não os passageiros, o que é grave, pois terão de pagar pela hospedagem naquela ilha.
Seria de toda a conveniência os responsáveis e as forças vivas desta ilha se pronunciarem, ou pedirem opinião, para que o Pico, ilha que tem maior movimento a seguir a Santa Maria e Terceira, não seja prejudicado, em benefício quer da Terceira quer do Faial.
A mania das três centralidades penaliza os passageiros que viajam de barco porque gostam e porque não têm dinheiro para gastar em viagens de avião.
Será que os responsáveis entendem estas situações?

terça-feira, 24 de março de 2009

A Muralha de defesa das Lajes está a ceder?




Quem observa, a olho nú, a muralha de defesa da Vila das Lajes, interroga-se se a infraestrutura sofreu demasiado com a massa de água que por ali passa.
Trata-se de uma obra inaugurada há cerca de dois anos e que já demonstrou ser de relevante importância para a defesa da da Vila.
Sem pretendermos ser alarmistas, até porque as obras de mar aqui nos Açores necessitam de uma vigilância constante e de reparações contínuas, aqui ficam as imagens, para que os técnicos avaliem se, de facto, a Muralha de Defesa da Vila das Lajes do Pico, está bem estruturada e se vai resistir às próximas invernias.