
Foi anunciado o óbvio: o Pico está vocacionado para a observação de baleias e golfinhos.
A actividade deu os primeiros passos nas Lajes, logo após o fim da caça à baleia e, naturalmente encontrou alguma resistência dos baleeiros.
Hoje o whale-watching é uma actividade de importância crescente no Pico, no Faial e até em São Miguel, se bem que a costa Sul da Ilha do Pico acolha a maioria dos mamíferos marinhos que passam pelos Açores.
As Lajes dispõem já de alguns equipamentos relacionados com a baleação: o Museu dos Baleeiros - o mais visitado do Arquipélago, em fase de ampliação - a Fábrica da Baleia da Sibil, recuperada, as Casas dos botes, os botes e lanchas baleeiros e andam por aí, ainda, antigos baleeiros que, poderiam reconstituir e recriar a saga da baleação, se os agentes económicos e culturais soubessem aproveitar as suas estórias de vida.
Não faltam, portanto, equipamentos e protagonistas para darem a conhecer o que foi a actividade baleeira até à década de 80.
Falta inciativa, dinamismo e convicção para desenvolver mais e melhor o ovo de colombo que, apesar de tudo, nos veio parar às mãos.
Vamos ser capazes de aproveitar esta oportunidade. O tempo não pára e os visitantes estão quase aí e podem trazer-nos mais riqueza.